
- Ô MacKenzie Piper, você não quis dizer Vat 69?
- Não, eu quis dizer Vate 68 mesmo.
- Ué, mas o uísque era Vat 69.
- E eu lá tenho cara de uísque? Serei eu amarelo-caramelado, líquido e com uma irresistível atração por pedras de gelo ou gotas de água do rio Bladnoch, próximo à destilaria?
- Tá, não foi isso que quis dizer. Só estranhei o-
- Ah, I give up. Não queria ter de explicar tudo, mas vá lá. Primeiro ia ser você, depois os outros, depois um bandão de curiosos. ‘bora. O nome do uísque se reporta a um tonel – (vat) – de número 69 (como foi que você adivinhou?) – que produziu a melhor mistura dentre 100 que o cidadão William Sanderson produziu para testar um novo uísque, lá pelos idos de 1882. Eu, por meu lado, gosto de me imaginar um vate – poeta, profeta ou coisa do gênero – e o 68 é para não dar conotação, digamos, excessivamente erótica. Assim, Vate 68.
- Ah, e como você gosta de uísque, daí a homenagem.
- Não, eu não bebo uísque.
- Caraca, Scot, aí não entendi mais nada. Você não é – ou foi, sei lá – escocês?
- Ô curioso, você é o quê, brasileiro?
- Sou.
- Cadê a sua garrafa de cachaça e a camiseta do seu clube de futebol?
- Valeu. Fui.